No começo do mês de maio, milhares de pessoas em todo o mundo sairão às ruas em mais de duzentas cidades para lembrar a luta política contra a proibição que tornou ilegal o cultivo de plantas da espécie Cannabis Sativa em quase todos os países do mundo. No Brasil, cidades como Cuiabá, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, João Pessoa, Rio de Janeiro, Vitória, São Paulo, irão participar da Marcha.
O “Coletivo Marcha da Maconha” está organizando eventos em doze cidades em todo o país. Para o dia 4 estão marcados caminhadas em clima de descontração, música, concurso de fantasias, distribuição de material informativo e espaço para manifestações artísticas, performances e outras expressões culturais.
A guerra contra essa planta da espécie Cannabis Sativa foi motivada muito mais por fatores raciais, econômicos, políticos e morais do que por argumentos científicos. Aqui no Brasil, maconha era “coisa de negro”, fumada nos terreiros de candomblé para facilitar a incorporação e nos confins do país por agricultores, depois do trabalho.
Evidências de pesquisas em animais e homens indicam que a maconha pode produzir um efeito analgésico importante, porém, mais estudos devem ser feitos para concluir a duração deste efeito. Os pacientes que poderiam ser beneficiados com o uso dessa droga seriam aqueles em uso de quimioterapia, em pós operatório ou com qualquer outra condição clínica associada a um quadro importante de dor crônica.
Acredito que já é hora de discutir reformas mais concretas nas políticas e leis sobre a planta e seu uso, de forma a incluir os dados científicos mais atuais e contando com uma maior participação da sociedade nos debates.
Este evento vai reunir muita gente, afinal, são doze cidades espalhadas em todo o Brasil. Em minha opinião, essa manifestação não serve como apologia a maconha, nem os orgazinadores incentivam o uso da mesma. Respeito as leis, a Constituição do País e o direito à livre manifestação de idéias e opinião.
Portar, é crime na lei, mas protestar, é um direito de qualquer cidadão…