O Tibete, localizado no centro da Ásia, encontra-se sob ocupação chinesa há mais de 40 anos. A consequência dessa ocupação é a existência de mais de cem mil refugiados tibetanos pelo mundo. O líder espiritual máximo do budismo tibetano, Dalai-Lama, cujo nome é Tenzin Gyatso, luta pacificamente para libeertar a região do domínio chinês e preservar a cultura e a religião do local.
De fato, hoje há mais chineses que tibetanos vivendo no Tibete. Portanto, apesar de contar com o apoio moral de pessoas no mundo inteiro, os tibetanos enfrentam uma grande luta para realizar seu sonho de soberania e independência nacional.
No último mês, os tibetanos foram às ruas para dizer que sua identidade não está à venda. No aniversário de 49 anos do maior levante contra a invasão chinesa, cerca de 300 monges budistas fizeram uma passeata pacífica pedindo o retorno do Dalai-Lama, exilado na Índia.
Se os tibetanos são chineses, como a China considera, por que não podem expressar suas opiniões e idéias? O governo se legitima por sua capacidade de acolher a opinião do povo e expressar isso da melhor forma. O mínimo que se espera, é que os tibetanos tenham a coragem de seguir manifestando, de um modo equilibrado e pacífico, as suas idéias e conquistem um espaço em que suas opiniões importem e que as autoridades chinesas conquistem a coragem de dialogar e entender as opiniões de seus próprios cidadãos.
É importante que os tibetanos tenham essa coragem e disposição de se manifestarem e expressarem claramente o que aspiram. Espera-se que o governo chinês manifeste a coragem de acolher, conversar e encontrar a forma adequada de resolver essas tensões.